Domingos Loureiro  
 
 
   
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‘Diz-me por onde andas’
Galeria Paulo Amaro
Oeiras
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Diz-me por onde andas

‘Diz-me por onde andas’ está normalmente associado aos títulos que os meus trabalhos têm. São frases que remetem para um relacionamento entre duas pessoas, sendo que uma delas está sempre ou quase sempre ausente. Estes títulos são sempre acrescentados aos trabalhos quase de forma anárquica tendo como intenção criar com o observador uma espécie de fio condutor ou dispersor de uma possível leitura.
A elevação deste título de um trabalho a nome de uma exposição remete-nos para a necessidade de dar à exposição o mesmo sentido de aleatório que pode ser encontrado na obra.
A exposição será construída em dois sentidos aparentemente distintos: o primeiro é um exercício de continuidade com o trabalho que venho realizando nos últimos anos: painéis de Mdf escavados com paisagens aparentemente realistas de florestas e centros urbanos; o segundo sentido é o da necessidade de criar um elemento de continuidade/rotura na parte conceptual do meu trabalho. Esta exposição funcionará como um elo conciliador de todo o meu trabalho, mas também de rotura com elementos aparentemente definidos e pragmáticos.
Será como uma antológica da minha obra tendo em si um paradoxo porque serão realizadas para o efeito peças novas
A exposição será composta por peças de variados formatos e modos de expor. Desde as primeiras pinturas monocromáticas, realizadas em 2004 até às paredes escavadas como as realizadas em 2006 e 2007, todas as ‘fases’ serão apresentadas. Sendo ainda mostradas algumas esculturas.
Ficarão latentes duas leituras possíveis da minha obra. A primeira, e mais simplista, remete-nos para um trabalho ecologista, onde urbano e natural se confrontam e se aproximam. A segunda leitura será a da possível interpretação do confronto entre obra e artista, e entre atelier e exposição. Esta segunda leitura, muito mais importante para mim levanta mais questões sobre a própria produção artística e sobre o desconhecido para o espectador do conflito entre produto e criador. Raramente o espectador tem a noção do esforço de produção de uma obra ou de uma exposição. Nesta exposição espero evidenciar o confronto entre artista e a sua obra, esperando mais questões do que respostas no final.

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'Não te posso dizer mais nada'
Mdf pintado e escavado
180x120cm
2007

Colecção Banco UBS
Londres




'Sinto-te em todas as minhas celulas'
Mdf pintado e escavado
90x90cm
2007

Colecção privada
Lisboa



'Serás sempre o mar onde desejo mergulhar'
MDdf pintado e escavado
180 x 360 cm
2007

Colecção UBS Bank
Londres



'Atravessas-me com o teu olhar'
Mdf pintado e escavado
90 x 125 cm
2008

Colecção privada Lisboa



'És a minha água'
Mdf pintado e escavado
180 x 120 cm
2007

Colecção UBS Bank
Londres




'Diz-me por onde andas'
Mdf pintado e escavado
245 x 180 cm
2007

 




'S/título'
Mdf pintado e escavado
90 x 125 cm
2007




Vista da Exposição
Mdf escavado e pintado
6 módulos de 90 x 60 cm
2007




Vista da Exposição




'Incrível incoerência dos dias'
Acrilico sobre papel
140 x 100 cm
2007

Colecção privada
Lisboa




Arranha céus
Vista da Exposição
2004



Série Arranha céus
Mdf escavado e pintado
130x90cm
2004

Colecção privada
Porto




'You broke all my dreams'
25x25cm
2004

Colecção privada
Nova Iorque
USA