Domingos Loureiro  
 
 
 
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‘Em contacto’
Espaço Transfer
Maia

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Em contacto

A exposição de Domingos Loureiro apresenta duas fases diferentes do seu trabalho. Trabalhos monocromáticos da série ‘Arranha Céus’ de 2004 (Exposição individual no Forum Cultural de Ermesinde) e trabalhos mais recentes das séries apresentadas em Exposições individuais nas Galerias Plumba, no Porto e na 24B, em Oeiras e também nas Feiras de Arte de Madrid e Basileia.
Nestas duas fases o tema representado é o mesmo – árvores e florestas. Também a técnica é semelhante – Mdf escavado, mas variam no aspecto final, tendo como principio a mesma base conceptual.
Na série monocromática, as grandes matrizes de xilogravura foram ‘congeladas’ ganhando um aspecto próximo de objectos cerâmicos e de design relegando para segundo plano a imagem que apenas poderá ser ‘construída’ recorrendo a algum esforço de percepção por parte do público.
Nas pinturas mais recentes, a imagem constrói-se facilmente visto esta aparecer em alto contraste com o fundo, sendo facilmente percebido o que está sulcado.
Nesta exposição o público terá a possibilidade de tocar nas obras, podendo construir, além da imagem, um mapa de sensações proporcionado pelo contacto directo sobre os sulcos que constroem as imagens. Desta forma será possível interagir com a pintura e ganhar dela um lado quase sexual podendo percorrer todo o ‘corpo’ da obra.
Através deste contacto o artista tenciona retirar à pintura uma possível carga de sublime e construir em quem a contacta uma série de outras memórias que o podem transportar para situações pessoais e totalmente distantes da existência da mesma.
As pinturas realizam, assim, um possível contacto com a memória do espectador transportando-o para o território que a ele diz respeito, podendo incluir na sua memória estas mesmas imagens e pinturas. As florestas são o resultado desse relacionamento e não têm, à partida, uma existência isolada, podendo ser consideradas como parte de cada um dos que podem observar ou senti-las.
O trabalho tenciona ser uma espécie de elo entre o espectador e a sua própria memoria, sendo que passará a existir no exacto momento em que desperte, no espectador uma memória ou sensações capazes de o fazer reviver momentos e recuos na sua própria existência.
‘Em contacto’ não se refere, apenas ao relacionamento que se poderá ter com os quadros, mas também com a própria memória e em continuo com as memórias do artista e de outras pessoas com quem se possa comparar experiências e vivências.
‘Em contacto’ tenciona ser um princípio e não um fim.

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'S/ titulo'
Mdf pintado e escavado
180 x 300cm
2007

Coleccão Dr Victor Calvete
Sintra




Vista Exposição



'Como sempre desejei'
Mdf  pintado e escavado
215 x 150cm
2007




Vista da Exposição


'Who am I'
Mdf escavado e pintado
250 x 180cm
2004/07

Colecção do artista
Porto